quarta-feira, 23 de março de 2011

UM SERMÃO PROFÉTICO

Ainda falando sobre a última semana do ministério terreno de Jesus, vejamos outro sermão: o Sermão Profético. Um discurso longo, que abrange vários tópicos.
Ao final do Sermão Acusador, Jesus fez um comentário com os seus discípulos (ler Mt 23.28-19), já de cunho profético, que acabou por se tornar em fator desencadeador do Sermão Profético, propriamente dito. Este texto faz referência a I Reis 9.7-8; Jeremias 12.7, 22.5; Salmo 118.26.

Com estas citações, o Senhor estava predizendo a destruição do templo, tanto quanto anunciando a sua morte, ressurreição e ascensão à presença do Pai.
Saindo do templo, os seus discípulos se aproximaram para mostrar-lhe a estrutura do templo, ou os recintos e pedras daquela edificação, como relata Mc 13.1, ocasião em que o Senhor fez mais um comentário profético a respeito da destruição do templo (Mt 24.2).
O cumprimento desta profecia aconteceu no ano 70 d.C., pelas mãos de um soldado do exército romano, no tempo do imperador Tito, juntamente com a destruição da cidade. Tito mandou seus homens escavarem a cidade e, mais tarde, Terêncio Rufo lavrou o lugar. Assim, se cumpriu também Miquéias 3.12.
Mais tarde, o cumprimento da profecia de Jesus se repetiu, quando o imperador Juliano, em vão, tentou reconstruir o templo e, para isso, mandou retirar de lá até pedras que restaram da destruição feita no tempo de Tito. Não ficou pedra sobre pedra que não fosse derribada, como profetizou Jesus.
Chegando ao monte das oliveiras, os discípulos fizeram três perguntas a Jesus, relativas ao que o Senhor lhes dissera ao final do Sermão Acusador:
Quando serão estas coisas? (em referência à destruição do templo, acontecido no ano 70 d.C.)
Que sinal haverá da tua vinda?
Que sinal haverá do fim do mundo?
As respostas de Jesus a essas perguntas resultaram no Sermão Profético, composto de oito tópicos. Destacam-se seis:
O princípio das dores – O Senhor Jesus predisse o fim e anunciou os sinais que hão de anteceder este acontecimento. Sinais indicativos de que o fim chegará, mas que não são ainda o fim. O Senhor os apresenta tendo em mente prevenir os seus discípulos, de modo a que não venhamos a ser enganados, ao mesmo tempo em que conhecê-los previamente fortalece a nossa fé e evita que sejamos sobressaltados. Jesus nos adverte quanto aos falsos cristos; às guerras, lembrando-nos que “é mister que isso tudo aconteça” (Mt 24.6).
Fomes, pestes e terremotos; falsos profetas; escassez de amor por parte de muitos; perseverança dos salvos, como um quesito que acompanha a verdadeira conversão; a pregação do evangelho em todo o mundo. Tudo isso há de acontecer, antes que venha o fim.
A grande tribulação – Nesta parte do Sermão Profético, o Jesus confirma a autoria do livro de Daniel e as predições feitas por este profeta. A abominação da desolação no lugar santo é uma referência ao cerco de Jerusalém e à destruição da cidade e do santuário, citada quatro vezes por Daniel: 8.13, 9.27, 11.31, 12.11.
O período é mencionado por Jesus como tempo de “grande aflição [...]” (Mt 24.21), cujos dias serão abreviados por causa dos ‘escolhidos’. Surgirão falsos profetas e falsos cristos, fazendo sinais e prodígios e dizendo ser o Cristo. “Não lhes deis crédito” (Mt 24.23), disse o Senhor, pois a vinda de Jesus será reconhecida pelos seus verdadeiros discípulos, mesmo tendo a rapidez de um relâmpago.
A vinda do Filho – Acontecerá após o período da grande tribulação (Mt 24.29). Ao contrário do que aconteceu na sua primeira vinda a este mundo, o Filho do homem virá sobre as nuvens do céu, em poder e glória, acompanhado de seus anjos, com clamor de trombeta.
Será lamentável para os descrentes, porém ocasião de ajuntamento e arrebatamento dos salvos. Um momento glorioso, quando aqueles que foram lavados e remidos pelo sangue de Jesus serão reunidos; aqueles que, pela fé, receberam a Cristo como Salvador e, por isso, tiveram os seus nomes escritos no livro da Vida sendo chamados, ao toque da trombeta.
Exortação à vigilância – A segunda vinda de Jesus é certa. Porém, o dia e a hora ninguém sabe. Os anjos não sabem, como o Filho também não sabia enquanto esteve na terra. Somente o Pai sabe. Por essa razão, não devemos dar crédito àqueles que procuram marcar a data para o fim do mundo ou retorno de Jesus. São falsas profecias.
Devemos, sim, observar a exortação de Jesus quanto a vigilância (Mt 24.42), lembrando-nos de que assim como no tempo de Noé veio o dilúvio e levou a todos, sem que percebessem, assim será a sua volta. Por isso, disse Jesus: “estai vós apercebidos [...]” (Mt 24.44).
A parábola dos dois servos Por ela Jesus nos ensina o que devemos fazer, face não sabermos quando se dará a sua segunda vinda: além de vigiar, como já exortados, devemos também trabalhar. Vigiar e trabalhar, servindo ao Senhor com alegria e fidelidade é o que nos cabe fazer, para sermos achados na posição do servo prudente e fiel.
A vida eterna e a perdição – Quando Jesus vier em glória, há de reunir todas as nações diante de si, separando as suas ovelhas, ou seja os salvos, dos demais. Aos seus, o Rei dirá: “Vinde, benditos de meu Pai [...]” (Mt 25.34).
Importa, pois, que sejamos perseverantes como decorrência de nossa verdadeira conversão a Cristo e que, perseverando, sejamos também vigilantes, servindo ao Senhor com alegria. Até que Ele venha!

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